Protetor Solar: a química por trás
- Principia Júnior
- 16 de mar. de 2022
- 2 min de leitura
Em dias de verão e viagens à praias, o protetor solar é indispensável perante os riscos da radiação solar. Quer entender como este produto evita as queimaduras na pele? Confira o texto a seguir, e se curtir o conteúdo, não deixe de nos acompanhar nas redes sociais!

Radiações solares
A radiação ultravioleta, emitida pelo Sol, se encontra na faixa de 100 nm a 400nm de comprimento de onda. Ela é dividida em radiação UVC (100-280 nm), UVB (280-315 nm) e UVA (315-400 nm). A radiação UVC é absorvida pelas moléculas de ozônio na estratosfera. Por outro lado, as radiações UVA e UVB atingem a superfície terrestre.

Estas radiações, quando expostas excessivamente em serem vivos, representam um risco significativo à estes, pois são a origem para o surgimento de danos a pele e biomoléculas, principalmente o DNA, causando disfunções estruturais e funcionais.
O Protetor Solar
O próprio nome deste produto esclarece sua função: proteger o consumidor do Sol (mais precisamente a pele da radiação ultravioleta). No mercado, há diversas opções a disposição no mercado, e são constituídas (resumidamente, ok?) por veículos e o princípio ativo.
Veículos
Água é o meio mais utilizado.
Princípio ativo
São divididos em duas categorias, os filtros inorgânicos e orgânicos.
Filtros Inorgânicos
Seu princípio ativo são duas moléculas inorgânicas: óxido de zinco e óxido de titânio, afinal apresentam baixo risco de irritação à pele. O princípio por trás de seu funcionamento está no tamanho adequado das partículas dessas moléculas. O tamanho destas deve ser no mínimo abaixo de 400nm. Dessa forma, a absorção e espalhamento da radiação UV será eficaz.
Filtros orgânicos
São caracterizados pela presença de compostos aromáticos com a presença de doadores e receptores de elétrons. O princípio por trás de sua ação protetora é a absorção da radiação UV em função da presença das ligações duplas. Sob a ótica da Teoria dos Orbitais Moleculares, a absorção se deve aos elétrons do orbital HOMO. Quando excitados, atingem o orbital LUMO, e o seu retorno ao orbital original libera radiação inofensiva ao ser humano.
Vale ressaltar que a absorção é um fenômeno físico, pois não implica na transformação da matéria. Na internet, facilmente encontra-se a dicotomia dos tipos de protetores em físicos (inorgânicos ditos em nosso blog) e químicos (compostos orgânicos). E a ação dos filtros orgânicos não envolve reações químicas, como se encontra em alguns sites e artes explicativas.
A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite a formulação de protetores solares com base em 39 princípios ativos, incluindo os inorgânicos (até o momento em que este post foi criado) através da RDC N° 69, de 23 de março de 2016. Seguem-se algumas estruturas dos compostos permitidos:


Referências
DAVOLOS, M. R.; FLOR, J.; CORREIA, M. A., Protetores solares, Química Nova, vol 30, nº 1, p 153-158, 2007
GUARATINI, Thais, et al. Fotoprotetores derivados de produtos naturais: perspectivas de mercado e interações entre o setor produtivo e centros de pesquisa. Quim. Nova, Vol. 32, No. 3, 717-721, 2009.
Como escolher o protetor solar certo para sua pele. Disponível em: <http://www.ipaseal.al.gov.br/aviso/item/2175-como-escolher-o-protetor-solar-certo-para-a-sua-pele>.
Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) N° 69, de 23 de março de 2016. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2016/rdc0069_23_03_2016.pdf>.
Protetor solar: entenda quais são os componentes mais comuns na bula. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2022/01/protetor-solar-entenda-quais-sao-os-componentes-mais-comuns-na-bula.html>.
Diário Oficial da União. Disponível em: <https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=24/03/2016&jornal=1&pagina=54&totalArquivos=112>.
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